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Cão de Castro Laboreiro

Esta raça portuguesa é uma das mais antigas da Península Ibérica e deve o seu nome a Castro Laboreiro, a vila no Norte de Portugal donde é originária. Durante séculos, Castro Laboreiro foi uma aldeia perdida entre montanhas, e o difícil acesso preservou por muito tempo a pureza da raça.

Estes cães acompanhavam os donos e o gado quando iam para as pastagens, conservando-se vigilantes por causa dos lobos, que antigamente ainda abundavam naquelas regiões. Sabiam também cumprir com eficácia a tarefa de conduzir o gado quando necessário.

Segundo várias teorias, haveria sangue do cão de Castro Laboreiro no Retriever do Labrador, pois alguns cães desta raça portuguesa teriam sido transportados até à Terra-Nova pelos Portugueses e aí se teriam cruzado com cães locais.

O cão de Castro Laboreiro é muito dócil e afectuoso para com os seus donos e pessoas conhecidas, e a sua fidelidade é estraordinária. Excelente cão de família, brincalhão mas ao mesmo tempo calmo e protector, é muito apropriado para tomar conta das crianças da casa. Cumpre também com grande eficácia o seu papel de guarda de propriedades, e tem sido utilizado pelos fuzileiros portugueses em diversas tarefas.

O pêlo do cão de Castro Laboreiro é grosso e resistente, liso e um tanto rude ao tacto. A cor da pelagem é uma das características mais marcantes da raça : lobeiro nas suas várias tonalidades, desde o claro ao escuro, sendo esta a mais comum.

É um cão rústico e saudável, que não precisa de cuidados especiais, apenas uma escovadela uma ou duas vezes por semana, e banho só quando estiver muito sujo ! Para aprenderes mais coisas sobre os cuidados e a educação do teu cachorrinho, podes consultar os conselhos do Barry, que fazem parte de "A Aventura do Barry", CD-ROM em português que podes encomendar enviando-me uma mensagem.

O cão de Castro Laboreiro vive em médio 12 anos, e o número normal de cachorros por ninhada é de seis.

Apesar de todos os atributos desta raça, ela não tem sido das mais acarinhada entre os Portugueses. Esta foi, aliás, uma das últimas raças portuguesas a ter um clube para assegurar a sua preservação e expansão (tendo este surgido em 1989). Esperemos que a situação possa evoluir no sentido de salvar da extinção esta maravilhosa raça de cães !

 

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©  Dulce Rodrigues, 2001